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01/05/2011

Manifesto da Antropofagia periférica - Sergio Vaz.

*Colecionador de Pedras


A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor.
Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.
A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.

Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha.

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.

Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão.

Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras.

Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.

Da Música que não embala os adormecidos.

Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.

A Periferia unida, no centro de todas as coisas.

Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.

Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.

É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução.

Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.

Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.

Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior.

Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”.

Contra os carrascos e as vítimas do sistema.

Contra os covardes e eruditos de aquário.

Contra o artista serviçal escravo da vaidade.

Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

É TUDO NOSSO!

13/02/2011

Toro Y Moi - Causers of This




"Causers (...)" é uma ótima mistureba do estilo de produção tardia do finado J-Dilla (confira plays como "Ruff Draft" e "The Shining") ao som que algumas bandas de new wave faziam em meados de 1980 (não me pergunte mais a respeito, por favor. pergunte a gente como James Pants ou Peanut Butter Wolf, que são mais modernos e "abertos" que o OPS™), com muitos sintetizadores, samples densos e timbres sombrios, e a atmosfera que muita gente gosta de classificar como música "ambiente". Se você gosta de roquinho e sempre teve um pé atrás com Donuts, obra-prima do finado Jay Dee que, pra você, "nunca passou de uma mixtape de hip-hop que eu nunca entendi direito", essa é a sua chance. Mas vá com calma. Pode ser que "Causers of This" seja muita informação de uma vez só. Boa sorte!


*OPS™



1. Blessa
2. Minors
3. Imprints After
4. Lissoms
5. Fax Shadow
6. Thanks Vision
7. You Hid
8. Freak Love
9. Talamak
10. Low Shoulder
11. Causers of This

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12/10/2010

Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico - Pastiche Nagô






Nasceu em São Paulo em 1977. Como compositor trabalha diretamente com a musicalidade paulista e paulistana influenciado por compositores como Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Geraldo Filme, Raul Torres e compositores contemporâneos como Itamar Assumpção, Luiz Tatit, Wandi Doratioto, entre outros. Seu cancioneiro é composto de Sambas, Lundus, Jongos e Modas de Viola. Trabalha atualmente com o Bando AfroMacarrônico composto de um repertório de músicas de sua autoria. Como artista plástico desenvolve trabalhos de gravuras, desenhos e pinturas, Ilustrou o livro Salmos de Itaquera de Fabiano Ramos Torres. Realizou o vídeo documentário Dança das Cabaças - Exu no Brasil, onde fez uma investigação poética sobre a divindade africana Exu no imaginário brasileiro. Lançou recentemente o CD intitulado Padê em parceria com a cantora Juçara Marçal, projeto contemplado pelo prêmio Ney Mesquita, promovido pela Cooperativa de Música de São Paulo.

01. Engasga Gato
02. Padê Onã
03. Samba Manco
04. Rainha das cabeças
05. Ressureição
06. João Carranca
07. Mosquitinho de velório
08. Santa Bamba
09. Tambú e candogueiro
10. Roda de Sampa

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Jah Shaka – Commandments Of Dub Chapter 1






O cantor,músico,produtor,engenheiro de som,arranjador,mestre do dub e operador de sound-system inglês de reggae Jah Shaka tem operado seu sound-system baseado em Londres desde o princípio dos anos 1970. Seu nome é uma amalgamação do termo Rasta para o deus e de um guerreiro da tribo Zulu. Começou no sound-system do Freddie Cloudburst , antes de inaugurar seu próprio sound-system. Shaka é talvez mais conhecido por disseminar a sua opinião rastafari nos anos 80 enquanto outros sound-systems seguiram a tendência jamaicana para o som do " slack" ,a música do dancehall. Sua recusa ao acordo inspirou um bom número de artistas do reggae e de novos sound-systems britânicos tais como Eastern Sher, The Disciples, Iration Steppas, Jah Warrior, Conscious Sounds, The Rootsman e Abashanti-I. Os artistas fora do reggae tais como Basement Jaxx igualmente mencionaram Jah Shaka como uma influência durante suas entrevistas. Em sua própria etiqueta de gravação liberou a música dos artistas jamaicanos tais como Max Romeo, Johnny Clarke, Bim Sherman,The Twinkle Brothers e o Prince Alla assim como grupos ingleses tais como Aswad,Vivian Jones e Dread & Fred.Trabalhou também com outro mestre do dub inglês o Mad Professor. Liberou um bom número de álbuns de dub, frequentemente sob o nome ´´Commandments of Dub´´ . Em 1980 Shaka apareceu no filme Babylon (dirigido por Franco Rosso), operando seu sound-system em um ´´soundclash´´ no ápice da história. Em 1989 Shaka visitou a Jamaica e trabalhou com muitos músicos de lá, incluindo o legendário mestre do dub King Tubby. Em 2000 sofreu ferimentos numerosos durante um incêndio em sua casa. O sound-system de Jah Shaka continua a aparecer regularmente em Londres, com excursões ocasionais nos EUA,Europa e Japão. Shaka igualmente estabeleceu a fundação de Jah Shaka para realizar o auxílio com projetos em Gana na África, onde a fundação comprou 7 acres (28.000 m2) de terra em Agri, trinta milhas de distância de Accra. Igualmente controlou distribuir remédios, cadeiras de rodas, biblioteca, ferramentas de carpintaria, materiais de desenho (e naturalmente seus discos) às clínicas, escolas e estações de rádio nas áreas de Accra que estabelece ligações importantes com as comunidades locais...
Como músico Jah Shaka além de vocalista toca instrumentos como o baixo,percussão,bongo e ´´syndrums´´(bateria eletrônica)..

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*http://reggaespotlights.blogspot.com/

27/09/2010

Kings of Convenience - Riot on an Empty Street

Kings Of Convenience é um duo folk-pop indie de Bergen, Noruega. Composto por Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, o grupo musical é conhecido por suas melodias delicadas, vozes calmas e sutis melodias de violão. Øye e Bøe cantam em todas as faixas, que compõem juntos.


  1. Homesick
  2. Misread
  3. Cayman Islands
  4. Stay Out of Trouble
  5. Know-How
  6. Sorry or Please
  7. Love Is No Big Truth
  8. I’d Rather Dance with You
  9. Live Long
  10. Surprise Ice
  11. Gold in the Air of Summer
  12. The Build-Up
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Bonobo - Black Sands



01. Prelude
02. Kiara
03. Kong
04. Eyesdown (ft. Andreya Triana)
05. El Toro
06. We Could Forever
07. The Keeper (ft. Andreya Triana)
08. All In Forms
09. Wonder When (ft. Andreya Triana)
10. Animals
11. Black Sands

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Bonobo - Days to Come



O nome é derivado de um tipo de chimpanzé originário da África, e que vive especialmente em regiões do Congo. Porém, o grupo musical tem um europeu a frente, o DJ britânico Simon Green. Muitas das músicas estão ligadas a natureza, sejam no nome ou na forma orgânica como são construídas, e parecem realmente captadas ao ar livre.

O som é bem viajante, como vocês podem perceber. Mas é ótimo para fazer com que as idéias circulem melhor. Para quem está querendo tomar uma decisão importante vale curtir um pouco. Incidental, calmo e bem bacana.

01 - intro
02 - days to come (feat. bajka)
03 - between the lines (feat. bajka)
04 - the fever
05 - ketto
06 - nightlite (feat. bajka)
07 - transmission94 (parts 1 & 2)
08 - on your marks
09 - if you stayed over (feat. fink)
10 - walk in the sjy (feat. bajka)
11 - recurring


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Carreira...

15/09/2010

sobre o serra...



Serra usa essa técnica: quando não gosta de uma pergunta atribui ao entrevistador animo petista.

Foi assim com o Heródoto, que ele defenestrou do Roda Viva (ou melhor, Morta).

Para evitar esse dissabor, os repórteres que forem entrevistar o jenio furioso devem seguir as instruções que constam nesse Manual.

O Conversa Afiada publica texto do Terra, a partir de twitter de BillGuinzani.

Acompanhe o textpo original :

Serra se irrita e ameaça deixar entrevista em programa de TV


Priscila Tieppo

Direto de São Paulo


Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.


O candidato disse que eles “estavam perdendo tempo falando daqueles assuntos”, enquanto podiam dar ênfase aos programas de governo dele. Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom:

- Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui.


Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. “A candidata do PT virá aqui?”, perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: “então, pergunta para ela”.


“Agora nós vamos falar sobre programas”, tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: “eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa”.


Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. “Faz de conta que eu não vim”. “Mas porquê, candidato?”, disse, ainda sentada. “Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (…) Apaga aqui”. “O que o senhor quer que apague?”, perguntou Márcia. “Apague a TV pra gente conversar”.


Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: “porque isso aqui está parecendo montado”. “Montado para quem? Aqui não tem isso”, defendeu a jornalista.


O candidato voltou a reclamar da pauta das perguntas – que até então, havia se fixado nos acessos fiscais e sobre as pesquisas. “Me disseram que eu ia falar de política e economia”.


Depois de conversar reservadamente com Márcia e o apresentador Alon Feuerwerker, Serra voltou ao estúdio e respondeu a questionamentos sobre economia, saúde e saneamento básico.


Ao final da gravação, Serra foi questionado pelos jornalistas que estavam no local sobre sua irritação. O candidato negou ter se irritado e afirmou que apenas estava “com estômago ruim” porque não tinha tomado café da manhã.


Segundo a assessoria de imprensa da emissora, as perguntas feitas ao candidatos sobre os assuntos que o incomodaram serão mantidas na edição que irá ao ar nesta quarta-feira (15), às 22h50.


Ouça aqui o áudio da discussão entre o jenio e a repórter.

*http://www.conversaafiada.com.br/

30/08/2010

Jimi Hendrix – Band Of Gypsys




O Gypsy Suns and Rainbows teve vida curta, e Hendrix formou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria, para quatro memoráveis concertos na véspera do Ano Novo de 1969/1970. Felizmente os concertos foram gravados, capturando várias peças memoráveis, incluindo o que muitos acham ser uma das maiores performances ao vivo de Hendrix, uma explosiva execução de 12 minutos do seu épico antiguerra 'Machine Gun'.
No entanto, sua associação com Miles não foi muito longa, e terminou repentinamente durante um concerto no Madison Square Garden em 28 de Janeiro de 1970, quando Hendrix foi embora depois de tocar apenas duas músicas, dizendo à platéia: "Desculpem por não conseguirmos nos entender". Miles posteriormente declarou durante uma entrevista de TV que Hendrix sentia que estava perdendo evidência para outros músicos.

01. Who Knows 09:39
02. Machine Gun 12:41
03. Changes 05:14
04. Power To Love 06:58
05. Message To Love 05:26
06. We Gotta Live Together 05:50

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24/08/2010

Camelo...Leão...Criança






Camelo, Leão e Criança!

O homem, ao nascer, é como o camelo. É obrigado a comer, assimilar e armazenar, por um bom tempo, grande parte dos dados, histórias e ensinamentos acumulados pela humanidade ao longo de séculos. Essas informações chegam a ele por meio das orientações dos pais, professores e mestres, da convivência com seus iguais ou também por toda a produção cultural existente na sociedade: livros, filmes, arte, teatro, arquitetura, todo tipo de mídia... Ele vai ruminar, ruminar e ruminar essa quantidade enorme de dados até construir seu sistema de valores e crenças que, na maioria das vezes, já está alinhado com valores e crenças organizadas e pré-existentes sejam elas religiões, sejam elas sistemas políticos, filosofias ou doutrinas.

A maior parte da humanidade vive no estado de camelo. Só assimilando, aceitando, deglutindo. Ou, pior, se estapeando por causa do conteúdo engolido, isto é, por causa de suas crenças, ideologias ou religiões. Os homens-camelos não têm potencial crítico para se afastar da própria crença, analisá-la de forma isenta e descobrir seus pontos falhos ou ângulos distorcidos. Principalmente porque ela está baseada na emoção, não na razão. Por isso, para eles, de alguma forma parece impensável e sacrílego fazer essa avaliação.

Uns poucos entre os camelos chegam ao estado de leão. Normalmente, os grandes felinos se insurgem contra isso tudo que está aí, como se dizia na década de 70. Pode ser por meio da arte, como Picasso, que subverteu os cânones dos critérios artísticos aceitos até sua época (não sem antes dominálos muito bem, por sinal). Pode ser por meio do cinema, como Ingmar Bergman, que trouxe a conflituosa realidade psicológica do ser humano para seus filmes inovadores. Ou pode ser por meio da religião. Francisco de Assis, por exemplo, foi um extraordinário leão de seu tempo.

Leões são geralmente líderes e, por isso, têm enorme influência junto aos camelos. Por isso mesmo, muitas vezes são feitos em pedacinhos por eles ou, então, por outros leões na defesa de seu território. O problema do leão é que, na maioria dos casos, ele ainda está preso ao que ele é contra. Pode dedicar sua vida e até morrer por seu ideal. Como diz o mestre espiritual Osho, que comentou a teoria de Nietzsche no livro 'Liberdade, a Coragem de Ser Você Mesmo', a grande maioria da humanidade está empacada no estado do camelo; a minoria está empacada no estágio do leão. A maioria significa as massas; a minoria, a 'intelligentsia' (pintores, músicos, cineastas, intelectuais, escritores, uma boa parte dos pensadores...). O leão, continua Osho, evolui das massas e se faz por si mesmo. Ele é basicamente mental e egóico. Já para se formar a criança é preciso uma formidável revolução interior. A criança é a pessoa que passou por uma transformação interna absolutamente radical. Ela tornou-se um outro ser, renasceu. É pós-mental e pós-egóica. O camelo vive no passado, o leão no futuro e criança no aqui-e-agora.

Ela é a única realmente livre.


* Fiedrich Nietzsche
* Revista Vida Simples (Editora Abril) - Março/2008

05/08/2010

Alimentos: O último segredo exposto






04/08/2010

Steel Pulse - Rastafari Centennial - Live In Paris - Elysee Montmartre



01. State Of Emergency
02. Roller Skates
03 Ku Klux Klan
04. Blues Dance Raid
05. Taxi Driver
06. Soldiers
07. Stepping Out
08. Chant A Psalm
09. Gang Warfare
10. Stay Wid De Ridim
11. Makka Medley: Makka Splaff/Drug Squad/Handsworth Revolution
12. Ravers (Includes Dungeons)
13. Rally Round
14. Reprise

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19/07/2010

Pensamentos...futuro...criação...


O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado. Criado antes na mente e na vontade, criado depois na ação. O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados e, sim, feitos. E a ação de fazê-los muda ambos, o fazedor e o destino."

*John Schaar

Sobre futuro...máquinas...espaço



Nosso destino supremo talvez esteja nas estrelas, mas as limitações impostas pela física e por nossa biologia indicam que esse futuro deve se reservar às nossas crias mecânicas – os robôs – ou talvez aos computadores capazes de replicar vida orgânica em longas distâncias.

*
LAWRENCE M. KRAUSS

Nneka - No Longer At Ease


1- Death
2- Heartbeat
3- Mind Vs. Heart
4- Walking
5- Suffri
6- Come With Me
7- Gypsy
8- Halfcast
9- Something To Say
10- Street Lack Love
11- Niger Delta
12- From Africa 2 U
13- Running Away
14- Focus
15- Kangpe
16- Deadly Connection

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Nneka - Victim Of Truth



"depois de um tempo sem postar com frequência nada melhor que uma puta pedra..."


a rebelde cabeleira, penteada em estilo black power, revelam suas origens africanas, declaradas também em letras e rimas. Rimas essas que versam ainda sobre as mais íntimas aflições da moça, embaladas por reggae, rap, jazz, funk, trip hop, soul.
O hip hop norte-americano é a referência mais marcante no som da cantora. Destacam-se a mistura de jazz, rap, r&b e reggae que marca o som do The Fugees -segundo Nneka, a primeira banda de rap que ouviu- e o jazz rap da extinta dupla Black Star, formada pelos MCs Mos Def e Talib Kweli.
Ainda que recuse a comparação, Nneka tem tudo para ser a nova Lauryn Hill. Como ela, tem personalidade, atitude e tanto suas letras, quanto a sonoridade de suas músicas, passam pelas mesmas influências da diva norte-americana
Foi ouvindo artistas como Fugees, Mos Def e Talib Kweli que Nneka conheceu o hip hop dos EUA, e a mistura de rap, r&b, soul e jazz feita por eles é marcante na sonoridade da cantora nigeriana.



1. Intro
2. Stand Strong
3. Uncomfortable Truth
4. Beautiful
5. Africans
6. Quit
7. Changes
8. Material Things
9. Burning Bush
10. Confession
11. Showin’ Love
12. Warrior
13. In Charge
14. Make Me Strong
15. God Of Mercy
16. Your Request

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Don Carlos - Pure Gold





Em 1965, Don Carlos fez a sua primeira gravaçao no “Federal Studios” em Kingston. O artista ganhou fama internacional a partir de 1983, quando o DJ Ken Williams começou a promover shows com outros grandes nomes como Eek a Mouse e Chalice para milhares de pessoas no Colegio de Manhattan em Nova York. Desde entao a sua musica o levou a Africa, Europa, America do Sul, Estados Unidos e muitas ilhas nos Oceanos Atlantico e Pacifico.

Alem da carreira solo, Don Carlos fez grande sucesso como vocalista do grupo Black Uhuru, trio formado em 1974 com Duckie Simpson e Rudolph Dennis. No entanto, com a primeira formaçao do Uhuru, Carlos so gravou um single, muito raro entre os colecionadores de Reggae de hoje. O artista so retornou ao Black Uhuru em 1990 e gravou dois albums: “Now” e “Iron Storm”, tendo logo apos voltado a sua carreira solo. Carlos diz que a inspiraçao para a sua musica e o mundo pelo qual ele viajou e conheceu diversas pessoas onde pode desenvolver sua educaçao e cultura. Don Carlos canta o otimismo em suas musicas levando aos ouvintes uma mensagem de respeito sempre.


01 - Sweet Music
02 - Money And Woman
03 - Sweet Africa
04 - Too Late To Turn Back
05 - Sattamasagana
06 - Stop Fuss And Fight
07 - Late Night Blues
08 - Better Must Come
09 - Tribulation
10 - Rivers Of Babylon


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01/07/2010

Crise Econômica e Absurdo Filosófico





Quando Camus faz seu irresistível personagem Meursault, de O estrangeiro, assassinar um árabe na praia ‘por causa do Sol’ e, com a mesma gratuidade, o leva a assistir ao enterro da mãe, ir ao cinema e ajudar um amigo num caso obscuro, ele apenas desvela uma das mais temerárias facetas da nossa existência: o absurdo.

Podemos falar da crise econômica que se abateu sobre o mundo globalizado como um desses absurdos tão caros a Camus e aos existencialistas franceses? Que melhor definição pode ser aplicada à situação de um casal idoso que pôs suas economias, durante décadas, numa instituição financeira, com o fim de ter uma velhice confortável, ao receber a notícia de que perdeu tudo na crise?

Não é possível aquilatar se a dor que se abate sobre um operário, que perdeu seu trabalho, tem a mesma intensidade que a do empresário que vê seu patrimônio escorrer entre os dedos. Ou aquela família que teve de abandonar a própria casa por inadimplência e a do casal de idosos mencionado. Aqui talvez pudéssemos citar Tolstoi na abertura do seu romance Ana Karenina: “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”.

A crise chegou. As pessoas perdem seus bens. Empresas vão à falência. Milhares estão desempregados. Há desesperança onde quer que repouse o olhar. A insegurança, filha espúria do absurdo globalizado, bateu à porta. Há decepção e descrença. É quase impossível abstrair que, por trás da bancarrota, há uma cabeça de medusa e seus mil tentáculos que responde pelo insípido nome de “sistema”. A cada uma das vítimas adiciona-se o peso do fracasso pessoal, da impotência e da culpa. Não somos, entretanto, individualmente responsáveis pelo absurdo que se avizinhou de forma sorrateira, pegando-nos de surpresa. Batemos no próprio peito assumindo para nós mesmos as conseqüências do fracasso. Poucos percebem que estamos inseridos num sistema de bases movediças. Não houve entre nós quem tivesse a sensibilidade aguçada do elefante que previu o tsunami com antecedência de horas. Uma multidão de especialistas não o fez. E se o tivessem feito, mudaria alguma coisa?

Não me parece que, se assim fosse, o resultado seria diferente. Ninguém estava a postos para fazer previsões desse quilate. Pensávamos apenas em concorrer, disputar, vencer, chegar lá, e jogamos todas as fichas nesse ambicioso projeto.




É possível fazer previsão realista para as conseqüências da crise econômica na saúde física e mental das suas vítimas? Quantos ataques cardíacos poderão ocorrer por causa disso? Quem se tornará hipertenso, ansioso, depressivo. E os que terão ataques de pânico? Quantos suicídios serão computados na sombria contabilidade da crise econômica? Também neste pormenor não há especialista capaz de fazer previsão. A crise econômica não faz bem a ninguém. Maltrata a todos, direta ou indiretamente.

O executivo que perdeu suas regalias na crise é acometido subitamente de forte opressão no peito. Um manto de suor recobre seu rosto. Sua pele torna-se pálida e a respiração é ofegante. Em alguns minutos é conduzido a um pronto-socorro. Os exames não revelaram nenhuma alteração. O cardiologista calmamente informa-lhe o diagnóstico: “Sua saúde física está em ótimo estado. Seu problema é psicológico”. Cenas como essa são reproduzidas diariamente em hospitais de todo o mundo.

Mas é um erro interpretar esse tipo de ocorrência como mero “problema psicológico”, pois essa postura minimiza a importância dos efeitos da mente sobre o corpo. Só nos Estados Unidos, 1,5 milhão de pessoas sofre ataque cardíaco por ano. É difícil determinar quantos desses eventos devem ser atribuídos ao estresse. Uma equipe de pesquisadores da University College London fez uma ampla revisão em questionários aplicados a pessoas que sofreram ataques cardíacos entre 1974 e 2004 e compilou respostas dadas à seguinte questão: “O que você estava fazendo ou sentindo nas horas que antecederam o ataque cardíaco?”. Estresse emocional estava entre as respostas mais comuns.

O que fazer para amenizar o impacto da crise econômica na vida cotidiana?

Para alguns, o abandono do ato de fumar, a redução no consumo de café e adoção de dietas ricas em legumes e frutas, em detrimento de excessivo consumo de carne vermelha, estão entre eles. Há uma lista que pode parecer clichê, mas que não deve ser subestimada. Ampliar o interesse por temas elevados, por cultura, boas leituras, música, artes em geral. Procurar o convívio de pessoas mais sábias, aproximar-se mais dos verdadeiros amigos e das pessoas queridas. Talvez devêssemos incluir aí um pouco de filosofia, quem sabe até mesmo religião em doses adequadas.

Mas há algo, amplamente desenvolvido entre os animais, particularmente entre os chimpanzés, que deveríamos retomar como uma das formas de enfrentar o absurdo que nos espreita a cada dia: altruísmo, ou o retorno à indignação ética.



*Scientific American

16/05/2010

Antiéticos - video negro