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22/02/2009

COPYRIGHT! DESCANSE EM PAZ!





“Piratas são eles. Nós não estamos atrás do ouro”.

Atrás do ouro estão as megacorporações de comunicação e entretenimento, sediadas na América do Norte, Europa e Ásia. “Num país como o Brasil, deslocado geograficamente em relação aos países produtores de tecnologia e onde o acesso aos bens tecnológicos é ainda seletivo e discriminatório, a pirataria é o reflexo necessário dessa diferença. Não podemos pensar a pirataria em países como Brasil da mesma maneira como se pensa a pirataria em países como os Estados Unidos ou o Japão.”

"trecho extraido de um artigo de José Augusto Ribeiro"

08/02/2009

Suicidal Tendencies - Join the Army



01 - Suicidal Maniac
02 - Join the Army
03 - You got, I want
04 - A Little Each Day
05 - The Prisoner
06 - War Inside my Head
07 - I feel your Pain
08 - Human Guinea Pig
09 - Possessed to Skate
10 - No Name, No Words
11 - Cyco
12 - Two Wrongs don't Make a Right
13 - Looking in your Eyes


Download: http://www.mediafire.com/?m4lgjqqlzmt




Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.


Carlos Drummond de Andrade

Contra a Reprodução da Morte


Pintura de Gustave Moreau: O Poeta Viageiro






Um Dos Sinais da Aproximação do Fim - que tantos parecem esperar - consiste em um fascínio por todos os detritos mais negativos e odiosos da época, um fascínio sentido pelos próprios pensadores que se consideravam os mais perspicazes sobre o assim chamado apocalipse sobre o qual nos alertam. Estou falando de pessoas que conheço muito bem - aquelas da ``direita espiritual'' (como os neoguenonianos, com sua obsessão por sinas de decadência) - e aquelas da esquerda pós-filosófica, os neutros ensaístas da morte, profundos conhecedores das artes da mutilação.
Para ambos esses grupos, toda ação possível no mundo é depreciada como mais uma manifestação da coisa de sempre - tudo se torna igualmente sem sentido. Para os tradicionalistas, nada importa a não ser preparar a alma para a morte (não apenas a sua própria, mas também a do mundo todo). Para o ``crítico cultural'', nada importa a não ser o jogo de encontrar uma razão a mais para o desespero, analisá-la, adicioná-la ao catálogo.

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO






Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade

A Filial - Quem Menos tem é quem mais oferece

"som fudido e com uma letra firmeza!!"




Formada em 2000 por Edu Lopes, velho conhecido do cenário hip hop carioca e dissidente do The Funk Fuckers, grupo integrante da Hemp Family - junto com Planet Hemp, Black Alien, Speed Freaks e O Rappa - núcleo que daria a cara da música produzida no Rio de Janeiro nos anos 90, A Filial lança o álbum Quem Menos Tem é Quem Mais Oferece pelo selo Dubas Música, um belo trabalho de Hip Hop funkeado e com bastante uso de scratches, misturado ao Soul com pitadas de Samba e Eletrônica!!
text by Groove Provider


1. Gosto Tanto
2. Brilha o Sol
3. Dança
4. Quem Menos Tem É Quem Mais Oferece
5. Verso Versátil
6. Pra Quem Trabalha Com Amor
7. A Arte Do Final Da Tarde
8. Charme E Sedução
9. Be The World
10. Fluxo Intenso
11. Prelúdio
12. Linda

11/12/2008

INTERFERENCIA - GLAUCO MATTOSO

Nascido na capital de São Paulo, com o nome de Pedro Silva, tornando-se poeta ao adotar o heterônimo Glauco Mattoso, trocadilho com “glaucomatoso”, por ser portador de glaucoma congênito, que o levaria progressivamente à cegueira no início da década de 90. Nos anos 70 integrou a chamada “Geração Mimeógrafo” e participou da “Poesia Marginal”. Criou um fanzine poético-satírico chamado Jornal Dobrabil (trocadilho com o Jornal do Brasil e o formato dobrável do panfleto, publicado em folhas avulsas) e colaborou em diversos órgãos da imprensa alternativa, como Lampião (tablóide gay), Pasquim (tablóide humorístico), Escrita (revista literária), Chiclete com Banana (revista de HQ), Top Rock (revista musical), etc.


Sempre esteve voltado à cultura underground e aos temas transgressivos, como o sexo bizarro, o sadomasoquismo, a tortura, a violência no rock tribal e, sobretudo, o lado “maldito” da poesia, em seus momentos mais escatológicos e fesceninos


A obra poética de Glauco está quase toda inédita ou esparsamente publicada em livretos esgotados e suplementos ou fanzines e no seu site.








015 - Glauco Mattoso from Interferência on Vimeo.